9 de novembro de 2017

À espera


Já se passaram 24 semanas e uns dias, e só agora eu parei para escrever sobre a mais fantástica experiência da minha vida. É tudo tão intenso e tão novo que talvez não tenha tido palavras para tanta inspiração.

Nem tudo são flores, os hormônios borbulham, o humor oscila, o corpo se adapta para formar outro corpo, isso é surreal, o momento mais especial que já vivi, o mais divino e o mais humano ao mesmo tempo.

Esperei 40 anos e enfim chegou minha vez!

Para começar, o resultado. Duas listras em uma fitinha de papel de um teste de farmácia, só isso, e a sensação de que daquele instante em diante minha vida nunca mais seria a mesma. Eram só 4 semanas, contar ou esperar mais um pouco, quem disse que a ansiedade deixa uma notícia dessas esperar.

Primeiro só se falava em menina, mas quem vem aí é um menino, João Lucas! Quebramos a banca de apostas que em mais de 90% apostava que era menina. Um clichê é apropriado para definir a questão, que venha com saúde e que esbanje felicidade, isso é o mais importante.

Após o resultado vieram os enjôos, mal estar, pressão baixa, desânimo e uma leve depressão. O momento dos sonhos estava passando por turbulências, difícil explicar para quem está em volta, difícil entender, mais difícil ainda sentir, talvez tenha sido o mais solitário dos momentos, e que bom que foi um momento, passou!

Às 16 semanas os enjôos nos deixaram em paz, a cabeça estava melhor e começou a fase de curtir. A barriga ainda não aparecia muito, ás 17 semanas soubemos que era o João Lucas que estava à caminho. Às 24 semanas a barriga já se nota, os movimentos do bebê são perceptíveis, as vezes até me assusto com um chute ou outro. 

O foco externo agora é preparar a casa para recebê-lo. Roupinhas, móveis, carrinho e tudo mais que ele vai precisar. Internamente é hora de ficar mais forte, lá vem o meu grande amor, minha parte que vai ser um inteiro e construir uma história linda.

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