Não acho que exista um padrão a ser seguido do tipo, nascer, crescer e multiplicar-se. Mas há quem acredite que valha a pena ter um filho, que é uma experiência pela qual gostaria de passar pelos mais diversos motivos. Tipo eu! Mas o tempo, o tempo não pára e quando se vê os 40 chegaram e essa experiência ainda está em stand by. E agora José?
Há muitas maneiras de ser mãe, mas se o desejo inicial for parir um filho, o tempo conta e muito, a medicina pode ter evoluído horrores, mas os entraves biológicos continuam os mesmos, nossos óvulos continuam envelhecendo e o tempo para maternidade existe.
Esse desejo de ser mãe biológica desencadeia uma enxurrada de questões tipo: tenho tempo? É seguro? Quais os riscos para mãe e filho? Precisa de tratamento? Quanto custa o tratamento e cuidar de um filho? Vai ser uma experiência compartilhada ou sozinha? Para todo filho existe um "pai", se esse cara ainda não chegou na sua vida, quem irá cumprir esse papel? Se já chegou, ele também quer isso? E por ai vai, cada uma dessas questões se desdobram em várias outras. É pensar, mas sabendo que tem que agir rápido.
Costumo dizer, até pelas minhas experiências com amigas que foram mães bem jovens, que as vezes me parece mais fácil quando a maternidade acontece cedo. A despeito de todas as dificuldades causadas, quando acontece, acontece e acaba dando-se um jeito, no fim, tudo termina bem, são jovens mães com filhos e filhas quase adultos a uma hora dessas, pronto, já aconteceu pra elas. O que não descarta a possibilidade dessas mulheres ainda terem desejo de ser mães novamente, mas já vivenciaram essa experiência, tipo missão cumprida, claro que não é uma missão para todas, mas para quem escolhe pode se chamar assim, eu acho. Só para esclarecer, estou falando isso levando-se em conta algumas experiências com as quais convivi, sei que existe um problema social relacionado à maternidade na adolescência, e as que conheço nem eram tão jovens assim, que é sério e nada fácil de "dar-se um jeito".
Enfim, a maternidade é um tema tão complicado pra mim que só enxergo dúvidas. Eu quero mesmo ou tenho mais medo de querer e não poder? Eu tenho as mais diversas condições para criar um filho? Dá para encarar sozinha? Tem alguém para embarcar de coração nessa jornada junto comigo? Se for listar todas as dúvidas que me rodeiam vou escrever só perguntas por umas 10 páginas.
O que sei é comigo tá assim, um misto de questões entre querer, poder e conseguir. Ouço um tic tac constante de um relógio virtual que teima em me perseguir. Estou imersa num mar de dúvidas, medos e esperança. Não sei quanto às outras quarentonas, será que é assim com muita gente?

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